7 Mistérios que a Terceira Temporada de Euphoria Precisa Resolver. A segunda temporada de Euphoria terminou em fevereiro de 2022 deixando o elenco inteiro em frangalhos — literal e metaforicamente — e os espectadores com uma lista enorme de perguntas sem nenhuma resposta decente.
Agora, com a terceira temporada estreando em 13 de abril de 2026 na HBO Max, Sam Levinson tem a obrigação de fechar as pontas que ficaram soltas por mais de quatro anos. Um salto temporal de cinco anos vai mudar muito o contexto, mas não apaga o que aconteceu. Esses mistérios estão lá, esperando.
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1. O que Laurie vai fazer com Rue?

Esse é o fio mais perigoso que ficou pendurado. No final da temporada 2, Rue desapareceu com uma mala cheia de drogas da Laurie — dez mil dólares em mercadoria — e nunca pagou a conta. Laurie não é o tipo de personagem que esquece. Ela é calma demais, sorri de um jeito que arrepia, e o que ela fez com aquela jovem que apareceu amarrada na cama já disse tudo que precisava ser dito sobre o que ela é capaz.
O que a temporada 3 confirmou pelo trailer é que Rue está no México, tentando pagar essa dívida de formas que o Sam Levinson chamou de “muito inovadoras”. Martha Kelly, que interpreta Laurie, foi promovida a regular da série nesta temporada — o que significa que a cobrança finalmente chegou. A pergunta não é mais se Laurie vai aparecer, mas com que nível de violência.
2. Como a série vai lidar com a ausência de Fezco?

Angus Cloud morreu em julho de 2023, aos 25 anos, de uma overdose acidental. Foi uma perda real, não roteirizada, e Euphoria vai precisar encará-la de frente — tanto narrativa quanto emocionalmente. No final da temporada 2, Fezco estava baleado no chão da própria casa, rodeado de SWAT, enquanto Ashtray morria numa troca de tiros que não precisava ter acontecido daquele jeito.
O personagem foi preso. Provavelmente sobreviveu. Mas Angus Cloud não está aqui para continuá-lo, e isso muda tudo. A série vai precisar matar Fezco em off? Vai mostrar apenas os efeitos da ausência dele na Lexi, na Faye, no mundo ao redor? É o tipo de decisão criativa que não tem saída fácil. Qualquer caminho vai doer — e talvez seja assim que deveria ser.
3. Nate entregou o pai. E agora?

Uma das cenas mais inesperadas da segunda temporada foi Nate ligando para a polícia contra o próprio pai, Cal Jacobs. Foi o ato de um rapaz que passou a vida inteira tentando ser o que o pai queria — e finalmente decidiu, por qualquer razão, que não ia mais. O problema é que a motivação por trás dessa decisão nunca ficou clara. Foi culpa? Raiva acumulada? Uma tentativa torta de proteger Jules?
Eric Dane faleceu recentemente, mas chegou a concluir as gravações e está de volta como Cal na terceira temporada, o que significa que essa relação não acabou. O trailer dá uma pista: Nate agora parece estar trabalhando para o pai numa construtora, o que levanta a questão de se a traição foi resolvida ou enterrada. A família Jacobs sempre funcionou debaixo de um véu de silêncio. A pergunta é se Sam Levinson vai finalmente rasgar esse véu.
4. Rue e Jules — onde isso para?

O relacionamento entre Rue e Jules é o coração emocional da série desde o primeiro episódio. E também é o mais exaustivo, porque a série nunca conseguiu decidir o que fazer com ele. Elas se amam? Sim. Elas se fazem mal uma à outra? Também. Rue já tentou largar Jules mais de uma vez e não conseguiu. Jules já se foi em direção ao vazio e voltou.
No final da temporada 2, Rue parece ter encerrado esse ciclo. Ficou sóbria. Seguiu em frente. Hunter Schafer está confirmada na terceira temporada como Jules, agora em uma escola de artes tentando construir algo como uma carreira. Com cinco anos de distância entre as duas, a série vai precisar responder: o que sobrou desse amor quando ele não tem mais o caos da adolescência pra se alimentar? Às vezes a resposta mais honesta para uma série é mostrar que algumas histórias simplesmente terminam.
5. O que vai acontecer com Cassie e Nate?

O trailer entregou isso de bandeja: Cassie e Nate estão juntos, noivos, morando nos subúrbios, tentando montar alguma versão de vida normal. Cassie criando conteúdo para OnlyFans às escondidas enquanto Nate trabalha na construtora do pai. É exatamente o tipo de situação que Euphoria sabe construir bem — dois personagens absolutamente inadequados um para o outro, presos numa armadilha que eles mesmos escolheram entrar.
O mistério real aqui não é se vai dar errado, porque claramente vai. É como. Cassie e Nate são ambos pessoas que funcionam a base de validação externa. Quando um não consegue dar ao outro o que precisa, o que acontece? A série nunca resolveu de verdade o trauma da Cassie com figuras masculinas. Esse casamento parece menos um final feliz e mais um cenário montado para uma explosão.
6. Lexi vai visitar Fezco na prisão?

A peça “Our Life” que Lexi escreveu e encenou no final da temporada 2 foi o ato mais corajoso de qualquer personagem da série. Ela colocou a verdade no palco — a verdade de todo mundo — e ficou de pé enquanto o mundo ao redor dela desmoronava. O que não ficou resolvido foi a relação entre ela e Fezco, que estava se construindo devagar, sem pressa, e que foi cortada pelo tiroteio antes de chegar a qualquer lugar.
Há uma carta que Fez supostamente deixou para Lexi. Essa carta existe? Vai aparecer? A Lexi, agora trabalhando como assistente de uma showrunner poderosa (interpretada por Sharon Stone), virou alguém que entende de narrativas. A ironia de uma mulher que expôs os segredos de todos tendo que lidar com o segredo de um homem que não pode mais falar é boa demais para a série desperdiçar.
7. A sobriedade de Rue vai durar?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares, literalmente. Zendaya disse numa entrevista ao Hollywood Reporter que queria ver “como será a jornada de sobriedade de Rue, quão caótico isso pode ser.” Não disse que ia ser uma linha reta.
Rue terminou a temporada 2 limpa. Cinco anos depois, está no México tentando pagar uma dívida de drogas. Isso não é uma posição de alguém que está bem. A série tem construído Rue como alguém que funciona em ciclos — não porque é fraca, mas porque a recuperação real de dependência é assim: não-linear, barulhenta, cheia de recaídas que não anulam o progresso. Se Euphoria for honesta com isso na terceira temporada, pode entregar algo que poucos dramas têm coragem de mostrar: uma personagem que não está curada no final, mas está tentando do mesmo jeito.
A terceira temporada já foi confirmada como a última de Euphoria — pelo menos nesse formato. Sam Levinson tem quatro anos de expectativa acumulada e uma lista de pontas soltas que qualquer outro showrunner teria amarrado antes. O salto temporal cria espaço para fazer isso com alguma elegância: os personagens já passaram pelo caos da adolescência. O que a série precisa mostrar agora é quem eles se tornaram por causa disso.
Isso, no fundo, é o que sempre foi a pergunta real de Euphoria.

