Desenvolvedor de Like a Dragon comenta sobre o futuro da franquia


Desenvolvedor de Like a Dragon comenta sobre o futuro da franquia. O futuro da franquia Like a Dragon (conhecida anteriormente como Yakuza) voltou ao centro das atenções após declarações recentes de Masayoshi Yokohama, produtor veterano da série e atual líder do estúdio Ryu Ga Gotoku. Em entrevista concedida à tradicional revista japonesa Famitsu, Yokohama explicou como enxerga o desenvolvimento da franquia e revelou um ponto-chave que ajuda a entender a consistência narrativa dos jogos ao longo dos anos: cada novo título é criado como se pudesse ser o último.

Envolvido com Like a Dragon desde o início, o produtor desempenhou papel essencial na construção do universo da série, que hoje é reconhecida mundialmente por suas histórias densas, personagens marcantes e ambientação detalhada do submundo japonês. Segundo ele, nos primeiros anos, o estúdio não tinha qualquer garantia de sucesso financeiro ou cultural, o que tornava cada lançamento uma aposta arriscada. Mesmo após o crescimento da marca e o reconhecimento global, essa sensação de pressão criativa permanece presente, influenciando diretamente a forma como os roteiros são concebidos. A franquia soma atualmente nove jogos principais, sem contar remakes, remasterizações e spin-offs como Lost Judgment e Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii, consolidando um legado expressivo que, curiosamente, nunca foi planejado como uma saga de longo prazo desde o início.


Durante a entrevista, Yokohama revelou que só passou a enxergar Yakuza como uma franquia propriamente dita a partir do desenvolvimento de Yakuza 3. Até então, o desfecho de Yakuza 2 havia sido pensado como um encerramento definitivo, capaz de concluir a história de forma satisfatória caso não houvesse continuidade. Essa filosofia, de acordo com o produtor, segue viva até hoje. Mesmo com o status atual da série, cada novo projeto é tratado como um possível capítulo final, garantindo que a narrativa tenha peso, propósito e conclusão própria. Essa abordagem vai na contramão do que muitos imaginam sobre franquias de longa duração, nas quais se espera um planejamento rígido e detalhado de vários anos à frente.

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No caso de Like a Dragon, a ausência de um roteiro fechado a longo prazo permite maior liberdade criativa, facilitando ajustes conforme mudanças culturais, recepção do público e amadurecimento da equipe criativa. Para uma história que atravessa décadas, múltiplas cidades, organizações criminosas e protagonistas distintos, essa flexibilidade se mostra uma vantagem estratégica, evitando engessamento narrativo e mantendo a série relevante ao longo do tempo.

Desenvolvedor de Like a Dragon comenta sobre o futuro da franquia
Desenvolvedor de Like a Dragon comenta sobre o futuro da franquia – Imagem: Game Blast


Quando questionado sobre o futuro de Ichiban Kasuga, atual protagonista da franquia, Yokohama foi direto ao afirmar que ainda não existe um plano definido para os próximos passos do personagem. Segundo ele, a trajetória de Ichiban pode ser considerada completa após sua participação mais recente em Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii, ao menos do ponto de vista criativo atual. No entanto, o histórico da série indica que decisões desse tipo costumam ser influenciadas pela resposta do público. O próprio produtor citou o exemplo de Goro Majima, cujo tempo de destaque aumentou significativamente ao longo dos anos devido à popularidade conquistada entre os fãs, e não por um planejamento inicial. Essa revelação sugere que Ichiban Kasuga dificilmente será deixado de lado, especialmente considerando sua boa recepção global.

A filosofia adotada pela Ryu Ga Gotoku permite que cada jogo funcione como uma obra completa, sem existir apenas como preparação para o próximo lançamento, ao mesmo tempo em que mantém espaço aberto para novas histórias. Essa combinação entre encerramento satisfatório e possibilidade de expansão explica por que Like a Dragon continua se reinventando, preservando sua identidade e garantindo interesse contínuo do público — um fator essencial para a longevidade da franquia e para seu sucesso comercial no mercado global de games.

Imagem do topo: Game Spot

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