Mato Seihei no Slave, também conhecido como Chained Soldier, é uma das estreias mais comentadas da temporada de inverno de 2024. Adaptado do mangá de Takahiro (autor de Akame ga Kill) e Yohei Takemura, o anime combina ação intensa, fantasia sombria e uma dose ousada de ecchi. Com uma proposta visual marcante e personagens femininas poderosas, a série rapidamente conquistou espaço entre os fãs de animes que buscam algo fora do convencional.
Mas afinal, vale a pena assistir Mato Seihei no Slave? Neste artigo, vamos analisar os principais elementos da obra — enredo, personagens, animação, estilo narrativo e recepção do público — para ajudar você a decidir se essa é uma série que merece entrar na sua lista.
Enredo: um mundo dominado por mulheres guerreiras

A história se passa em um Japão alternativo onde portais dimensionais chamados “Mato” liberam monstros perigosos conhecidos como Shuuki. Para combatê-los, foi criado o Corpo Anti-Demônio, uma organização composta exclusivamente por mulheres que ganham poderes ao consumir uma fruta mágica chamada “Peach”.
O protagonista, Yuuki Wakura, é um jovem comum que acaba sendo arrastado para um desses portais e salvo por Kyouka Uzen, comandante da 7ª unidade. Para lutar ao lado dela, Yuuki aceita se tornar seu “escravo”, ganhando poderes especiais ao se submeter à sua autoridade. A partir daí, a série desenvolve uma dinâmica de combate, hierarquia e relações intensas entre os personagens.
Personagens: carisma, força e sensualidade
Um dos pontos fortes do anime é o elenco feminino. As comandantes das unidades do Corpo Anti-Demônio são mulheres poderosas, cada uma com personalidade, estilo de luta e visual distintos. Entre as mais populares estão:
- Kyouka Uzen: líder séria e determinada, com forte senso de justiça.
- Tenka Izumo: comandante extrovertida e provocadora, com grande carisma.
- Himari Azuma: irmã de Tenka, mais reservada e emocional.
- Shushu Suruga: impulsiva e energética, com visual marcante.
Essas personagens não apenas protagonizam as batalhas, mas também desenvolvem relações complexas com Yuuki, criando uma dinâmica que mistura ação, drama e tensão romântica.

Estilo visual e animação
Produzido pelo estúdio Seven Arcs, Mato Seihei no Slave apresenta uma animação competente, com destaque para as cenas de combate. Embora algumas lutas sejam projetadas em 3D com máscara 2D — técnica que costuma dividir opiniões — o resultado final é fluido e visualmente impactante.
O design de personagens é outro ponto alto. As protagonistas têm traços bem definidos, figurinos estilizados e expressões marcantes. A direção de arte aposta em cores vibrantes e cenários sombrios, reforçando o contraste entre o mundo real e o universo dos portais Mato.
Ecchi e narrativa: equilíbrio entre ação e sensualidade

O anime não esconde sua proposta ecchi. A relação de submissão entre Yuuki e Kyouka, além das recompensas que ele recebe após cada batalha, são elementos que exploram a sensualidade de forma explícita. No entanto, diferente de outras obras do gênero, Mato Seihei no Slave consegue equilibrar esse aspecto com uma narrativa sólida e cenas de ação bem construídas.
A sensualidade é usada como parte da construção do universo, e não apenas como fanservice gratuito. Isso torna a experiência mais coerente e menos superficial, mesmo para quem não é fã do gênero.
Recepção do público e crítica especializada
Desde sua estreia, o anime tem recebido avaliações positivas. Fãs elogiam a fidelidade à obra original, o ritmo dinâmico dos episódios e a construção dos personagens. A crítica especializada também destaca a direção de Junji Nishimura e Gorou Kuji, que conseguiram adaptar com competência uma obra visualmente ousada e narrativamente complexa.
Apesar de algumas críticas às cenas em 3D e ao excesso de ecchi, a maioria dos espectadores considera Mato Seihei no Slave uma adição interessante ao catálogo de animes de ação e fantasia.
Comparações com outras obras
Por ser do mesmo autor de Akame ga Kill, é natural que Mato Seihei no Slave seja comparado à obra anterior. Ambos os animes compartilham elementos como batalhas sangrentas, protagonistas com dilemas morais e personagens femininas fortes. No entanto, Chained Soldier aposta mais na sensualidade e na dinâmica de submissão, o que o torna único dentro do gênero.
Para quem gosta de animes como Kill la Kill, High School DxD ou Valkyrie Drive, Mato Seihei no Slave pode ser uma excelente escolha.
Onde assistir
O anime está disponível em plataformas de streaming especializadas em conteúdo japonês, com episódios semanais e legendas em português. A primeira temporada estreou em janeiro de 2024 e conta com 12 episódios, com possibilidade de renovação dependendo da recepção global.
vale a pena assistir?
Sim, especialmente se você gosta de animes que misturam ação, fantasia e sensualidade com uma narrativa envolvente. Mato Seihei no Slave oferece personagens carismáticos, cenas de combate bem animadas e uma proposta ousada que foge do convencional. Embora não seja indicado para todos os públicos, é uma obra que sabe explorar seus elementos com equilíbrio e estilo.
Se você busca algo diferente, com protagonistas femininas fortes e uma estética marcante, vale dar uma chance a essa série. E para quem já acompanha o mangá, a adaptação é fiel e respeitosa, mantendo o espírito da obra original.
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