Toy Story 5: o que você precisa saber sobre o filme. Depois de seis anos de espera, a Pixar trouxe Woody, Buzz e companhia de volta às telonas em 2026. Toy Story 5 chegou cercado de expectativa e uma dúvida que rondava os fãs desde o anúncio: dava para fechar a história de novo sem repetir a fórmula? A resposta dividiu opiniões, mas não impediu o filme de virar um dos lançamentos mais comentados do ano.
Reunimos abaixo o que importa: enredo, elenco, data de estreia, recepção da crítica e os números de bilheteria.
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Quando Toy Story 5 estreou e onde assistir
Nos cinemas brasileiros, a animação chegou em 18 de junho de 2026, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, marcada para 19 de junho. A pré-venda de ingressos já vinha movimentando as redes desde o início do mês, puxada por sessões especiais em IMAX e 4DX em várias redes de cinema. Quem prefere esperar vai encontrar o filme exclusivamente no Disney+ quando a janela de exibição em salas se encerrar — como aconteceu com os capítulos anteriores.
A sinopse: brinquedo contra tecnologia
O conflito central de Toy Story 5 foge um pouco do que a franquia vinha fazendo. Em vez de medo de abandono ou troca de dono, o roteiro de Andrew Stanton aposta em um tema bem atual: a disputa de atenção entre os brinquedos tradicionais e as telas. Bonnie, agora com oito anos, recebe dos pais um tablet em formato de sapo chamado LilyPad — ou simplesmente Lily — com o objetivo de ajudá-la a socializar com outras crianças. O efeito é o contrário do esperado: a garota se vicia no dispositivo e começa a deixar Woody, Jessie, Buzz e o resto do grupo de lado.
Paralelamente, há um segundo eixo de história: um cargueiro naufraga em uma ilha deserta carregando uma unidade de bonecos Buzz Lightyear de última geração, travados em modo demonstração. Eles tentam escapar seguindo a Estrela do Norte na esperança de voltar ao “Comando Estelar” — um respiro de aventura espacial em meio ao drama doméstico que domina o restante da trama.
A Pixar resumiu a premissa em uma frase curta: “brinquedo encontra tecnologia”. Simples, mas suficiente para dar à animação um gancho temático que conversa direto com pais que cresceram com o filme de 1995 e hoje disputam atenção com uma tela na própria casa.
Quem dirige e quem assina o roteiro
Andrew Stanton, nome ligado à Pixar desde Vida de Inseto e responsável por Procurando Nemo e WALL-E, assina a direção e concebeu a história original. Ele divide a cadeira de diretor com McKenna Harris, que vinha de trabalhos como artista em Luca e Elementos e faz aqui sua estreia no comando de um longa. Harris também co-escreveu o roteiro junto com Stanton, formando uma dupla que mistura a experiência de quem já fechou trilogias na Pixar com um olhar mais novo dentro do estúdio.
Elenco de voz: quem voltou e quem é novidade
A escalação reuniu nomes históricos da saga com algumas adições de peso:
- Tom Hanks retorna como Woody, papel que carrega desde 1995.
- Tim Allen segue dando voz a Buzz Lightyear.
- Joan Cusack está de volta como Jessie, que ganha mais espaço de protagonismo nesta edição — vários veículos da crítica destacaram que a cowgirl finalmente recebe a história que os fãs pediam há anos.
- Tony Hale repete o papel de Garfinho (Forky), introduzido em Toy Story 4.
- Greta Lee dá vida a Lilypad, a antagonista do filme.
- Scarlett Spears interpreta Bonnie.
- Conan O’Brien entra na franquia como Smarty Pants, um boneco usado para ensinar crianças a deixar as fraldas — personagem pensado para injetar humor adulto na trama.
- Craig Robinson, conhecido por A Escritório (The Office), e Ernie Hudson, que assume o Combate Carl no lugar do saudoso Carl Weathers, completam o time de novas vozes.
Vale lembrar que essa é a versão original em inglês; na dublagem brasileira, nomes como Marco Ribeiro e Guilherme Briggs seguem nos papéis de Woody e Buzz, mantendo a tradição de dublagem que acompanha a série desde o primeiro filme.
A música-tema com assinatura de Taylor Swift
Um dos detalhes que mais repercutiu na imprensa de entretenimento foi a participação de Taylor Swift na trilha. A cantora escreveu e produziu, com Jack Antonoff, a faixa “I Knew It, I Knew You”, lançada em 5 de junho de 2026 e apresentada pessoalmente ao CEO da Disney, Bob Iger, horas depois de Swift assistir a uma sessão antecipada do filme. A música chegou ao topo do Billboard Global 200, tornando-se a primeira canção número um de uma produção Disney/Pixar no ranking — e o sétimo hit de Swift a alcançar essa posição. Randy Newman, compositor histórico da franquia desde o primeiro filme, segue responsável pela trilha instrumental.
O que a crítica disse sobre Toy Story 5

Aqui está o ponto que gerou mais debate. Toy Story 5 abriu no Rotten Tomatoes com índice acima de 90% — patamar excelente para qualquer padrão de mercado — mas, mesmo assim, registrou a nota mais baixa entre os cinco filmes da franquia principal (sem contar o derivado Lightyear, de 2022, com 74%). Para comparação, Toy Story 4 havia fechado com 97%. No Metacritic, a recepção foi descrita como favorável, porém menos unânime: 73 pontos em 100, com base nas primeiras dezenas de análises.
Apesar do recorde negativo dentro da própria saga, o tom geral das resenhas continuou elogioso. A crítica destacou o equilíbrio entre humor e emoção que sempre marcou a franquia, além de elogiar o protagonismo dado a Jessie. Outros pontos recorrentes foram a forma como o filme trata o crescimento, a amizade e as mudanças de hábito entre gerações — temas que a Pixar já explorou antes, mas que aqui ganham um verniz mais contemporâneo por causa do conflito com a tecnologia. As ressalvas mais comuns apontaram um roteiro que, em alguns momentos, parece esticar uma conclusão já dada como encerrada em Toy Story 3.
Bilheteria: números que impressionam
Mesmo sem repetir a nota mais alta da franquia, Toy Story 5 não decepcionou nas bilheterias. As pré-vendas já indicavam a maior arrecadação de pré-estreias do ano, segundo levantamento da Variety. Na semana de lançamento, o filme somou 160 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá e mais 152 milhões em outros territórios, totalizando 312 milhões de dólares no mundo todo só nos primeiros dias — número suficiente para colocar a animação entre os nove filmes de maior faturamento de 2026 até a data. O orçamento de produção, segundo a mesma publicação, ficou em torno de 250 milhões de dólares.
A expectativa do mercado era de abertura entre 150 e 175 milhões de dólares só em território norte-americano, projeção baseada no desempenho recente de outras sequências de animação da Disney, como Divertida Mente 2 e Zootopia 2. O filme estreou em mais de 4,4 mil salas nos EUA, reforçando a estratégia de lançamento amplo que a Disney costuma reservar para suas maiores apostas do ano.
Classificação indicativa: uma primeira vez para a franquia
Pela primeira vez em quase 30 anos, um filme de Toy Story saiu da classificação livre para todos os públicos. No Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública classificou a produção como não recomendada para menores de 6 anos, citando ocorrência moderada de tristeza tratada de forma ponderada, linguagem de baixo teor ofensivo e violência fantasiosa. Nos Estados Unidos, o filme recebeu classificação PG pela primeira vez na franquia principal, por conter elementos temáticos e humor um pouco mais adulto, segundo a MPA.
Vale a pena assistir?
Se você cresceu com o primeiro Toy Story e hoje vê os próprios filhos brigando com um tablet pela atenção, esse quinto capítulo conversa diretamente com essa experiência. Não é o filme mais bem avaliado da saga, mas mantém o que sempre fez a franquia funcionar: humor que atravessa gerações, uma dose de nostalgia bem calculada e personagens que ainda têm o que dizer sobre crescer, mudar e deixar ir. Para quem só assistiu aos trailers e ficou na dúvida, os números de bilheteria e a recepção majoritariamente positiva da crítica já dão uma resposta clara: a Pixar encontrou, sim, um motivo para os brinquedos voltarem mais uma vez.
Toy Story 5: o que você precisa saber sobre o filme – Imagem do topo: Disney Plus


