Atenção: Conteúdo sensível, violência extrema
Orelha era um cachorro comunitário que vivia já a alguns anos na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. Informações dizem que cerca de dois anos, o que já fazia dele um cão idoso ou quase idoso. Tinha uma casinha que o abrigava e era bem cuidado e alimentado por moradores locais, que inclusive custeavam suas vacinas.
Orelha era dócil, acostumado à convivência com moradores e turistas. Talvez por isso não tenha desconfiado nem hesitado quando, dia 4 de janeiro de 2026, foi chamado por um grupo de adolescentes. Ele não sabia, mas era uma emboscada. E por aquele grupo de jovens, todos menores de idade, Orelha foi espancado quase até a morte.

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Foi encontrado horas depois, agonizando, por um morador que o socorreu e levou ao veterinário. Infelizmente, não havia mais nada a ser feito. A eutanásia aliviou seu sofrimento e lhe deu um fim digno. Se serve de consolo (se é que pode haver algum), não se foi sozinho, da maneira como foi covardemente deixado. Se foi sendo cuidado, como era pela população que tanto o amava.
Orelha foi ferido com objeto contundente, e laudos apontam inclusive tortura, de maneiras impossíveis de descrever aqui. O caso todo é de embrulhar e estômago, de chorar, de causar uma revolta que tira as palavras. E trouxe junto o gosto amargo e estragado da impunidade. Os adolescentes presentes na violência, todos filhos de milionários e membros da alta sociedade local, estão sendo acobertados por suas famílias. Até o momento, não foram encontrados fotos ou vídeos da agressão, apenas uma gravação de um porteiro de um prédio local que foi essencial para a primeira denúncia, em 16 de janeiro. Essa testemunha foi ameaçada por familiares dos bandidos, e teve afastamento do trabalho. Influenciadores que falaram sobre o caso também sofreram ameaças. A juíza que estava no caso não liberou quebra de sigilo telefônico dos envolvidos, e posteriormente se afastou, aparentemente por ter ligação com uma das famílias. Dos delinquentes que torturaram e causaram a morte do Orelha, 2 estão nos Estados Unidos. Enquanto a Justiça não age, a punição dada por seus pais foi irem para a Disney até a poeira baixar.

Cabe ao povo não deixar que essa poeira baixe e, por Orelha e tantos animais que sofrem com maus tratos todos os dias, não deixar que seus algozes saiam impunes. O caso felizmente furou a bolha e vários influenciadores e canais grandes estão falando sobre, além de programas de televisão. Será impossível que os protetores dos marginais consigam calar a todos, então esse é o nosso papel por enquanto: quem tem redes sociais, canais e portais deve falar sobre o Orelha e o que aconteceu com ele – ou seja, mande o caso para aquele criador de conteúdo importante que você segue. E vamos continuar divulgando! Curtam e compartilhem vídeos e postagens com tudo sobre o caso.
Segundo informações recentes, materiais foram apreendidos, os familiares que ameaçaram a testemunha foram indiciados, e os suspeitos e seus responsáveis devem prestar depoimento na próxima semana. Ao Brasil que se uniu por Orelha, resta o dever de continuar jogando luz sobre seu triste e cruel fim, na esperança de que a Justiça seja feita.
Imagem do topo: Diário do Rio

