As Maiores Polêmicas de High School DxD: Tudo Que a Fandom Não Consegue Deixar Pra Trás

As Maiores Polêmicas de High School DxD. High School DxD não é um anime que passa despercebido. Desde que estreou em 2012, a série de Ichiei Ishibumi acumulou uma fanbase fiel e barulhenta — o tipo de audiência que lota fóruns, debate cada capítulo da light novel e, quando contrariada, não tem papas na língua.

Com tanta paixão concentrada em uma única franquia, as polêmicas eram inevitáveis. Algumas vieram de dentro da própria produção. Outras, do que o autor decidiu fazer com personagens amados. E umas poucas ainda doem.

A Mudança de Estúdio Que Dividiu a Fandom em Dois

As Maiores Polêmicas de High School DxD
Reddit

Por três temporadas, o estúdio TNK cuidou da animação de DxD. A qualidade oscilava, mas havia consistência visual — os fãs sabiam o que esperar. Quando a quarta temporada, Hero, chegou em 2018 com o Passione assumindo o projeto, o choque foi imediato.

O design dos personagens mudou de forma perceptível. Rias Gremory, Akeno e Koneko pareciam outras pessoas em certos quadros. O estilo de iluminação era diferente, a paleta de cores havia mudado, e a forma como as cenas de batalha eram coreografadas não tinha o mesmo ritmo de antes. Para muitos, foi uma quebra de identidade visual difícil de ignorar.

Pior: Hero cobriu um dos arcos mais importantes da light novel, o confronto com Sairaorg Bael, e parte da fandom sente que a animação não fez jus ao peso emocional daquele momento. A polêmica não se resumiu a estética — ela contaminou a percepção de toda a temporada.

Issei e o Problema do Protagonista Que Nunca Cresce (ou Cresce Demais)

As Maiores Polêmicas de High School DxD – Imagem: Rice Digital

Issei Hyoudou é um dos protagonistas de harem mais polarizadores da história do gênero. Metade da fandom o adora exatamente por ser descaradamente movido pela perversão e pelo afeto genuíno pelas garotas ao seu redor. A outra metade se cansa do ciclo repetitivo: Issei é humilhado, encontra força, vence o inimigo, volta ao comportamento de sempre.

A polêmica ganhou força com as light novels mais recentes, quando Issei começa a amadurecer de verdade. Alguns fãs reclamaram que o personagem “perdeu a graça” ao se tornar mais sério e responsável. Outros reclamaram que demorou demais. E um terceiro grupo argumenta que a evolução nunca foi consistente — que o autor acelerou o crescimento do personagem quando precisava de drama e voltou atrás quando precisava de comédia.

É o tipo de crítica que não tem resposta simples, porque os três grupos têm razão ao mesmo tempo.

A Questão do Harém: Quando Vira Grande Demais Pra Funcionar

High School DxD começou com um harém gerenciável. Rias, Akeno, Koneko, Asia — cada uma com personalidade definida, presença nas batalhas, e algum tipo de desenvolvimento. Conforme as light novels avançaram, o círculo foi crescendo. Ravel Phenex, Xenovia, Irina, Rossweisse, Le Fay… e continua.

O problema que a fandom levanta com frequência é simples: não tem tempo de tela pra todo mundo. Personagens que tiveram arcos inteiros dedicados a elas somem por volumes. Relacionamentos que pareciam estar evoluindo ficam em compasso de espera. E cada vez que um novo personagem feminino aparece e demonstra interesse em Issei, alguém no Reddit ou no Twitter posta a mesma pergunta: “Por que adicionar mais alguém se você não consegue escrever direito as que já existem?”

A resposta da editora e do autor nunca veio de forma direta. A light novel simplesmente continuou expandindo o elenco.

O Incidente com Irina e a Questão da Fé

As Maiores Polêmicas de High School DxD
Yu Yu Aem via Youtube

Irina Shidou é cristã devota. É uma das marcas registradas do personagem desde que ela foi reintroduzida como Anjo. Então, quando ela decide se juntar ao harém de Issei e o narrador passa por cima das implicações teológicas com leveza cômica, uma parcela da fandom ficou genuinamente incomodada — não por razões religiosas, necessariamente, mas pela falta de consistência narrativa.

O argumento era razoável: se a série passa temporadas inteiras construindo a fé de Irina como parte central de quem ela é, ignorar o conflito interno que viria dessa decisão parece preguiça narrativa. Ishibumi optou pelo caminho do fanservice em vez do drama, e isso custou credibilidade ao personagem para uma fatia considerável dos leitores.

A Morte de Issei no Fim do Volume 11 — e Tudo Que Veio Depois

Sem entrar em detalhes que arruínem a experiência de quem ainda vai ler: o Volume 11 termina com um momento que deixou a fandom em colapso. Não porque foi mal escrito, mas porque funcionou demais. O impacto emocional foi real, os fóruns explodiram, e gente que acompanhava a série há anos ficou genuinamente abalada.

O problema veio depois. A forma como a situação foi resolvida dividiu opiniões de maneira permanente. Uma parte da fandom considerou a resolução satisfatória e emocionalmente coerente. Outra parte viu como uma retirada de consequências — o tipo de decisão que drena o peso dramático de qualquer coisa que vier depois.

É uma das discussões mais antigas e recorrentes dentro da comunidade de DxD, e até hoje não existe consenso.

A Tradução Não Oficial Que Moldou Uma Geração de Leitores

Durante anos, as light novels de High School DxD chegavam ao público ocidental principalmente através de traduções feitas por fãs — e não foram poucas. O problema é que algumas dessas traduções tinham qualidades muito diferentes entre si, e certas escolhas de tradução acabaram se fixando no imaginário coletivo de maneira tão forte que, quando versões mais precisas surgiram, os leitores mais antigos resistiram.

Nomes de ataques, apelidos, nuances de diálogo — tudo isso foi moldado por tradutores voluntários que trabalhavam com materiais de segunda mão. Quando a Yen Press assumiu a publicação oficial em inglês e algumas escolhas foram diferentes, houve atrito. A fandom mais antiga se apegou ao que conhecia. Os novos leitores não entendiam a discussão. E ambos tinham argumentos legítimos.

Ishibumi, as Redes Sociais e o Autor Que Se Mete Em Polêmica

As Maiores Polêmicas de High School DxD
As Maiores Polêmicas de High School DxD – Imagem: High School DxD Wiki

Ichiei Ishibumi não é o tipo de autor que fica quieto. Ele interage com a fandom, comenta sobre os personagens, e ocasionalmente faz declarações que deixam parte dos leitores coçando a cabeça. Houve momentos em que ele confirmou informações sobre personagens de formas que contradiziam interpretações estabelecidas pela própria narrativa. Em outros, ele brincou com ships de formas que alguns acharam inapropriadas dado o perfil etário de alguns personagens.

Nada disso chegou ao nível de controvérsia grave, mas a relação entre Ishibumi e a fandom ocidental nunca foi completamente tranquila. Há sempre uma tensão de fundo — o tipo que aparece toda vez que ele posta algo ambíguo e a internet decide o que fazer com isso.

Por Que Essas Polêmicas Ainda Importam

High School DxD poderia ser descartado como entretenimento descartável — e alguns tentam fazer exatamente isso. Mas a permanência dessas discussões sugere o contrário. A fandom continua debatendo escolhas narrativas de dez anos atrás porque a série tocou em algo genuíno para muita gente.

As polêmicas existem porque há apego. Ninguém passa horas debatendo a morte de um personagem secundário de uma série que não importa. Quando a discussão persiste, é porque a obra criou algo que valeu a pena defender — ou questionar. E nesse aspecto, High School DxD fez o seu trabalho melhor do que a maioria dos títulos do gênero.

Imagem do topo: Pop-Up Waifu via Pinterest

Please follow and like us:

Deixe uma resposta

7 Animes que quase Foram Cancelados