Se você entrou no site de alguma loja de informática nas últimas semanas e quase caiu da cadeira com o preço de um pente de memória RAM, saiba que não é impressão sua. Eu mesmo fui procurar um upgrade simples para um PC de trabalho recentemente e o valor que encontrei era quase o dobro do que eu lembrava de ter pago há poucos meses. Isso não é coincidência nem “aumento de fim de ano”: é o reflexo de uma crise real que está afetando toda a cadeia global de memórias.
O que está causando a alta nos preços da RAM

O motivo principal por trás dessa disparada tem nome: inteligência artificial. As gigantes de tecnologia que constroem data centers para treinar e rodar modelos de IA estão comprando quantidades absurdas de memória de alta performance, principalmente HBM (High Bandwidth Memory), usada em servidores e placas de vídeo voltadas para IA.
O problema é que as fábricas de memória — Samsung, SK Hynix e Micron, basicamente as três grandes do mercado mundial — não conseguem aumentar a produção da noite para o dia. Construir ou expandir uma fábrica de semicondutores leva anos. Então, quando a demanda por HBM explode, essas empresas realocam parte da capacidade que antes era destinada à RAM comum (DDR4 e DDR5, as que vão para computadores domésticos e notebooks) para atender aos contratos bilionários com empresas de IA.
Resultado: menos RAM “normal” sendo produzida, mesma quantidade de gente querendo comprar computador, upgrade de PC gamer ou simplesmente trocar aquela memória que morreu. A lei da oferta e da demanda faz o resto.
Quanto os preços já subiram
Não é exagero de manchete. Diversos relatórios do setor têm mostrado aumentos de dois, três dígitos percentuais em poucos meses para módulos de memória DDR5, e o movimento também está contaminando os preços de SSDs, já que fabricam usam processos e fábricas parecidas. Lojistas brasileiros já vêm repassando esses reajustes, e quem trabalha com montagem de PC ou manutenção sabe bem: o orçamento que você fechou mês passado pode não valer mais hoje.
Isso é passageiro ou veio para ficar?
Aqui vai a parte que ninguém gosta de ouvir: analistas do setor não esperam alívio rápido. Como a expansão de fábricas leva tempo — estamos falando de anos, não de meses — e a demanda por IA não dá sinais de desacelerar, a expectativa é que os preços de memória continuem pressionados ao longo de 2026 e possivelmente até 2027. Ou seja, esperar a “promoção” pode custar mais caro do que comprar agora.
O que fazer diante da crise da RAM
Algumas dicas práticas para quem precisa lidar com essa realidade:
- Não deixe para depois se você já sabe que vai precisar. Se o seu notebook ou PC está no limite da memória e você pretendia fazer upgrade em algum momento do ano, esse “algum momento” provavelmente é agora.
- Compare preços com frequência. Como o mercado está instável, o valor pode variar bastante de uma semana para outra entre lojas diferentes.
- Fique de olho em promoções pontuais. Mesmo em cenário de alta, marketplaces fazem liquidações e cupons relâmpago que valem a pena aproveitar.
- Considere kits em vez de módulos avulsos quando for montar ou upgradar um PC — muitas vezes sai mais em conta e garante compatibilidade.
Onde encontrar memória RAM com bom custo-benefício
Para quem não quer ficar refém dos preços inflados no varejo tradicional, vale a pena garimpar as ofertas de memória RAM disponíveis na Amazon. Lá é possível comparar marcas, capacidades e preços num só lugar, além de aproveitar promoções que aparecem e somem rapidinho.
👉 Confira as ofertas de memórias RAM na Amazon
Vale a pena conferir antes que os preços subam ainda mais.
A crise da memória RAM não é modismo nem exagero de fórum de tecnologia: é consequência direta da corrida bilionária pela infraestrutura de inteligência artificial, que está “sugando” a capacidade produtiva das fábricas de memória do mundo todo. Enquanto esse cenário não se estabiliza, o melhor caminho é se planejar, comparar preços e não adiar compras que você sabe que vai precisar fazer.


